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Planejamento trimestral ajuda empresas a identificar falhas na gestão

A falta de organização interna, dificuldades na administração de equipes e ausência de uma estratégia definida estão entre os fatores que podem limitar a expansão de empresas. Esses desafios aparecem em uma pesquisa da CSE Growth Capital com empresários ligados ao mercado de investimentos e reforçam a importância de avaliar a estrutura do negócio antes de assumir novos compromissos.

Uma das alternativas para acompanhar a evolução da empresa é dividir o planejamento em etapas de três meses. Nesse formato, os gestores estabelecem objetivos para períodos de 90 dias e analisam, ao longo do ano, se os recursos disponíveis e os resultados alcançados estão de acordo com o que foi previsto.

A prática, utilizada por startups, também pode ser incorporada por organizações tradicionais. A proposta é substituir a concentração das avaliações no encerramento do exercício por revisões periódicas, que permitam identificar dificuldades na execução das estratégias e reorientar decisões.

Segundo o empresário e investidor Macário Moraes, esse acompanhamento contribui para selecionar quais iniciativas devem continuar e quais precisam ser revistas, considerando o investimento financeiro e a estrutura necessária para cada projeto.

A definição das metas trimestrais deve considerar aspectos que permitam verificar a situação real do negócio. Entre os indicadores que podem integrar esse acompanhamento estão a margem, a geração de caixa, o desempenho das vendas e a produtividade das equipes.

Essas informações permitem confrontar os resultados obtidos com os objetivos estabelecidos para o período. A análise também pode indicar se determinadas iniciativas precisam ser suspensas, modificadas ou receber novos recursos para avançar.

A avaliação periódica não se restringe ao desempenho financeiro. A estrutura de pessoal e a disponibilidade de profissionais para assumir novas atribuições também precisam ser consideradas, especialmente quando a empresa pretende ampliar suas atividades.

Na avaliação de Macário Moraes, uma oportunidade de expansão não deve ser analisada somente pelo potencial de mercado ou pela expectativa de lucro. É necessário verificar se o empresário e sua equipe têm condições de conduzir o projeto sem comprometer as atividades já existentes.

A concentração de responsabilidades na figura do proprietário é um dos pontos que precisam entrar na análise antes da abertura de uma nova frente de negócio. Quando o empresário já responde por diversas atividades, assumir outras demandas pode aumentar a pressão sobre a gestão e dificultar o acompanhamento da operação.

Por isso, a disponibilidade de tempo, a capacidade de liderança e a existência de profissionais preparados para dividir responsabilidades são aspectos relevantes na avaliação de novos projetos. A estrutura interna precisa comportar as mudanças previstas para que a expansão possa ser executada.

O planejamento também pode ser utilizado para organizar as funções dos colaboradores, identificar necessidades de desenvolvimento profissional e preparar lideranças para assumir responsabilidades. Dessa maneira, a condução do negócio não fica concentrada exclusivamente no proprietário.

A recomendação de Macário Moraes é que o crescimento seja acompanhado de organização e capacidade operacional. Nesse processo, os ciclos trimestrais funcionam como períodos de avaliação para que os empresários verifiquem se os planos estão sendo executados e se a estrutura disponível permite avançar para novas etapas.

Com informações Folha PE

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Publicado por

Jornalista

Fonte: Lívia Macario