Aposentadoria: 95% dizem ainda não ter recursos suficientes
Uma pesquisa da Icatu Seguros, realizada em parceria com a Conversion, revelou que 95% dos brasileiros dizem não ter recursos suficientes para a aposentadoria. O resultado reúne pessoas que não começaram a se preparar ou estão no início do planejamento e aquelas que já possuem alguma reserva, mas a consideram distante do necessário.
O levantamento ouviu 500 adultos de diferentes regiões e classes sociais, por uma plataforma de pesquisas online, em 17 de abril de 2026. A instituição informa nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
A divulgação original apresenta dois grupos que, somados, correspondem aos 95%:
Os números retratam a avaliação dos participantes sobre sua preparação financeira. Não correspondem a uma verificação individual do patrimônio nem determinam se essas pessoas já cumprem os requisitos legais para receber aposentadoria.
Na pesquisa, 63% avaliam que a renda da previdência pública seria insuficiente para arcar com seus custos de vida. Outros 29% acreditam que ela atenderia às necessidades apenas parcialmente.
Somadas, essas respostas chegam a 92%. A avaliação expressa a expectativa dos entrevistados sobre sua renda futura.
Outro resultado mostra dificuldade para definir a renda desejada na aposentadoria:
Além disso, 62% afirmam não possuir previdência privada. Esse dado trata de uma modalidade específica e não permite concluir que todos esses participantes estejam sem qualquer investimento ou reserva.
Para verificar quanto tempo falta para cumprir os requisitos previdenciários, o segurado pode utilizar o serviçoSimular Aposentadoria, disponível no Meu INSS.
A ferramenta utiliza as informações da base do instituto e permite conferir os vínculos considerados no cálculo. O resultado serve para consulta e não garante o direito ao benefício.
No planejamento, essa consulta pode ser acompanhada de um levantamento das despesas atuais, da renda esperada e dos compromissos que continuarão existindo após o encerramento da atividade profissional.
Para contadores que orientam trabalhadores e empresários, separar a análise previdenciária da organização financeira ajuda a tornar mais clara a decisão sobre quando e em quais condições deixar de trabalhar.
Fonte: Juliana Moratto