Postagem Única da Notícia

Escala 6x1: entidades defendem PEC do trabalho por hora

Entidades que representam bares e restaurantes, supermercados e a indústria defendem a proposta de jornada flexível baseada em horas trabalhadas como alternativa à emenda constitucional que pretende acabar com a escala 6x1.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) questionam os impactos econômicos da mudança e a votação antes do segundo turno das eleições.

A reação ocorre enquanto o Senado se prepara para concluir, nesta quarta-feira (14), a quinta sessão de discussão da PEC nº 221/2019, que reduz a jornada semanal e amplia o descanso remunerado.

A Abrasel argumenta que a redução das horas semanais e a ampliação das folgas precisam ser analisadas considerando o funcionamento dos estabelecimentos e a disponibilidade de profissionais.

Em manifestação publicada em seu site na terça-feira (13), a associação sustenta que pequenos restaurantes podem enfrentar dificuldades para encontrar trabalhadores que cubram os dias adicionais de descanso. A entidade também defende a contratação por hora como uma forma de ajustar as equipes ao movimento dos negócios.

A Fiep considera a remuneração por horas trabalhadas uma alternativa e defende a negociação coletiva para ajustes de jornadas e escalas. A Abras também apoia o modelo flexível e reivindica medidas para enfrentar os custos da reorganização do trabalho.

Essas avaliações representam a posição das entidades empresariais. Os efeitos sobre emprego, preços e atividade econômica dependerão do texto aprovado e de sua aplicação.

A alternativa defendida pelos setores é a PEC nº 12/2026, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN) e outros parlamentares.

O texto permite optar por uma jornada flexível, com remuneração proporcional às horas trabalhadas, respeitando o limite semanal constitucional. Prevê proporcionalidade também no cálculo de férias, décimo terceiro salário, FGTS e outros benefícios.

Outro ponto é a previsão de que o contrato individual prevaleça sobre os instrumentos de negociação coletiva nas situações descritas pela proposta. A PEC ainda está em tramitação e não autoriza mudanças imediatas nos contratos.

A comparação considera os textos em análise, que ainda podem sofrer alterações durante a tramitação.

A conclusão dos dois turnos nesta quarta-feira depende da aprovação de um calendário especial para reduzir os intervalos regimentais. São necessários 49 votos favoráveis em cada turno.

Entre os defensores da PEC 221, o senador Paulo Paim (PT-RS) sustenta que a mudança amplia o descanso e pode favorecer a criação de empregos.

O texto prevê transição: a jornada máxima cairia para 42 horas dois meses após a publicação da emenda e chegaria a 40 horas um ano e dois meses depois.

Para empresas e departamentos pessoais, o acompanhamento deve se concentrar no texto efetivamente aprovado e nos prazos de implementação. Até que haja mudança em vigor, continuam aplicáveis as regras atuais de jornada, descanso, remuneração e negociação coletiva.

Com informações da Folha de S.Paulo, da Abrasel e da Agência Senado.

Siga o Contábeis no WhatsApp e não perca nenhuma notícia

Publicado por

Editora chefe

Fonte: Juliana Moratto