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7 decisões que o empresário não deve deixar ao contador

O contador exerce papel importante na organização financeira, tributária e contábil de uma empresa, mas algumas decisões precisam continuar nas mãos do empresário. Escolhas relacionadas a clientes, preços, contratações, processos e estratégia dependem também do conhecimento que o dono tem sobre a operação e os objetivos do negócio.

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) também destaca que o contador pode atuar como parceiro estratégico dos pequenos negócios, fornecendo informações financeiras e análises para apoiar decisões. Isso, porém, não significa substituir o empresário na gestão da empresa.

A mistura entre as finanças pessoais e empresariais dificulta a identificação do lucro, do fluxo de caixa e da capacidade de investimento do negócio.

O Sebrae recomenda que o empreendedor mantenha separadas as contas da pessoa física e da pessoa jurídica. O controle permite conhecer com maior precisão as entradas e saídas da empresa e tomar decisões com base na realidade financeira do negócio.

O contador pode orientar sobre a organização contábil e tributária, mas cabe ao empresário estabelecer essa disciplina financeira no dia a dia.

Planilhas improvisadas ou informações espalhadas podem até funcionar quando a operação é pequena, mas tendem a dificultar a gestão conforme o volume de vendas e despesas aumenta.

O fluxo de caixa permite acompanhar recebimentos, pagamentos e compromissos futuros. Segundo o Sebrae, a ferramenta ajuda o empresário a antecipar decisões, planejar investimentos, avaliar a necessidade de crédito e negociar prazos com fornecedores.

Por isso, o empresário não deve esperar uma crise de caixa para começar a acompanhar os números.

Outro ponto é a contratação de funcionários. Esperar que a equipe esteja completamente sobrecarregada pode reduzir o tempo disponível para selecionar, treinar e integrar um novo profissional.

Por outro lado, contratar antes de existir demanda suficiente também gera custos. A decisão exige que o empresário acompanhe a operação e avalie produtividade, demanda e capacidade financeira.

Nem todo cliente representa um bom negócio. Alguns podem exigir descontos frequentes, atrasar pagamentos, consumir tempo da equipe ou gerar margens muito baixas, que comprometem a rentabilidade.

O contador pode ajudar a identificar custos, margens e impactos financeiros, mas a decisão comercial depende do empresário, que precisa avaliar a relação com o cliente e os objetivos da empresa.

Em empresas pequenas, é comum que informações e procedimentos fiquem concentrados no fundador. O problema aparece quando o negócio cresce e outras pessoas precisam executar as mesmas atividades.

A falta de processos documentados pode gerar erros, diferenças na qualidade do atendimento e dependência excessiva de uma única pessoa. A padronização ajuda a preservar conhecimento e facilitar a expansão.

A definição de preços também não deve ser tratada apenas como uma questão contábil. O empresário precisa acompanhar custos, concorrência, percepção de valor e comportamento dos clientes.

O Sebrae destaca que a formação de preços precisa considerar os custos do negócio e ser suficiente para recuperar os gastos e manter a rentabilidade da empresa.

Adiar reajustes por muito tempo pode reduzir as margens e fazer com que uma correção futura seja maior.

No início da empresa, é comum que o dono participe de praticamente todas as atividades. Conforme a operação cresce, porém, a centralização pode se transformar em um obstáculo.

Se clientes, fornecedores e funcionários precisam constantemente da aprovação do empresário, a capacidade de crescimento fica limitada pela disponibilidade de uma única pessoa.

Delegar atividades e responsabilidades permite que o empresário concentre esforços em decisões estratégicas. O contador pode contribuir com informações e análises, mas a definição de prioridades, clientes, investimentos e modelo de gestão continua sendo uma responsabilidade do empreendedor.

As sete decisões mostram que o papel do contador não se limita ao cumprimento de obrigações. O CFC destaca a importância da atuação consultiva do profissional da contabilidade junto às micro e pequenas empresas, inclusive no apoio à gestão, à análise financeira e ao planejamento.

Ao mesmo tempo, informações contábeis só produzem resultados quando são utilizadas pelo empresário na gestão. O Sebrae ressalta que o controle financeiro oferece uma visão do presente e do futuro da empresa e fornece subsídios para decisões como investimentos, crédito e negociação com fornecedores.

Assim, a relação entre empresário e contador tende a ser mais eficiente quando o profissional contábil fornece dados, análises e orientação técnica, enquanto o empresário participa das decisões que envolvem a operação, os clientes, a equipe e a estratégia do negócio.

Com informações do CFC e Sebrae

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Publicado por

Jornalista

Fonte: Sâmara Azevedo