Empregos Formais: Novo Caged revela saldo positivo no 1º sem.
O mercado de trabalho formal brasileiro criou 921.645 empregos com carteira assinada entre janeiro e junho de 2026, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado representa um crescimento de 1,96% no estoque de empregos formais no período e eleva para 48.032.308 o número de vínculos ativos no país.
Apesar do saldo positivo, o desempenho indica uma desaceleração na geração de vagas em relação aos últimos anos. O resultado do primeiro semestre de 2026 é o menor para o período desde 2020, quando o mercado de trabalho foi fortemente impactado pela pandemia de Covid-19. Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a criação de empregos formais recuou cerca de 25%, embora o estoque de trabalhadores com carteira assinada tenha alcançado o maior patamar da série recente, superando 48 milhões de vínculos ativos.
Somente em junho, o mercado formal registrou saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, resultado de admissões e desligamentos registrados no período, segundo os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
O setor de Serviços foi o principal responsável pela criação de vagas no primeiro semestre, com 571.926 novos postos, alta de 2,5% em relação ao estoque do setor.
Dentro desse grupo, o maior destaque foi para as atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, responsáveis por 208.737 empregos no período.
A Construção ficou em segundo lugar, com 168.962 vagas e crescimento de 5,73%, impulsionada principalmente pelas atividades de obras de infraestrutura e construção de edifícios.
Na sequência aparecem a Indústria, com 143.442 empregos, e a Agropecuária, que registrou saldo positivo de 40.853 vagas. O Comércio foi o único grande setor da economia a apresentar resultado negativo no acumulado do semestre, com fechamento de 3.514 postos de trabalho.
No acumulado do primeiro semestre, São Paulo foi o estado que mais gerou empregos formais, com 252.558 vagas, seguido por Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638).
Quando considerado o crescimento proporcional do emprego, os destaques foram Amapá (+4,25%), Acre (+3,38%) e Mato Grosso (+3,36%).
Já em junho, os maiores saldos ocorreram em São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856).
Os dados do Novo Caged mostram que a geração de empregos em junho foi praticamente equilibrada entre homens e mulheres. Do total de vagas criadas, 72.569 foram ocupadas por homens e 72.592 por mulheres.
A população com até 24 anos concentrou 86,4% do saldo positivo do mês, com 125.430 novos empregos, demonstrando que os jovens continuam sendo os principais beneficiados pelas contratações formais.
Entre os níveis de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo responderam pela maior parte das admissões, com saldo de 109.255 vagas, seguidos por pessoas com ensino médio incompleto (15.185).
Na distribuição por raça e cor, houve saldo positivo para trabalhadores pardos (+106.176), brancos (+28.636), pretos (+20.199) e indígenas (+776). Apenas o grupo de pessoas amarelas apresentou saldo negativo (-66).
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, valor 0,7% superior ao registrado em maio, quando a remuneração média ficou em R$ 2.387,44. O aumento foi de R$ 16,90 no período.
Na comparação com junho de 2025, o salário médio de admissão apresentou crescimento real de 1,2%, o equivalente a R$ 27,39, já descontados os efeitos sazonais.
Embora o ritmo de criação de empregos tenha diminuído em relação aos últimos anos, os dados do Novo Caged mostram que o mercado formal continua em expansão.
O estoque de mais de 48 milhões de vínculos ativos representa o maior nível da série recente e evidencia que, mesmo em um cenário de desaceleração econômica, o país mantém saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.
Para empresas, os números indicam a continuidade da demanda por mão de obra formal, especialmente nos setores de serviços e construção. Já para trabalhadores, o desempenho confirma a manutenção de oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, sobretudo entre os jovens e profissionais com ensino médio completo.
Com informações da Agência Gov
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Jornalista
Fonte: Sâmara Azevedo