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Escala 6x1 compromete qualidade de vida mas salário ainda preocupa

A discussão sobre jornada de trabalho tem colocado em evidência uma questão central para os brasileiros: como equilibrar qualidade de vida e estabilidade financeira. Pesquisa da meutudo com mais de 18 mil participantes mostra que 51% dos trabalhadores que vivenciam ou já vivenciaram a escala 6x1 apontam a falta de descanso como principal dificuldade do modelo. Ainda assim, 63% afirmam que manter a mesma remuneração seria sua maior preocupação em eventuais mudanças na jornada.

O estudo analisou percepções dos brasileiros sobre rotina profissional, descanso, renda e acesso à informação sobre direitos trabalhistas. Os dados mostram que a relação dos trabalhadores com o emprego está cada vez mais ligada a fatores que vão além da remuneração, incluindo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, saúde mental e tempo para descanso.

Nesse sentido, aparecem fatores como a dificuldade de conciliar compromissos pessoais e profissionais e impactos no bem-estar.

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que a renda permanece como um elemento central para os trabalhadores; 42% consideram o salário o fator mais importante na relação com o emprego.

Para Marcio Feitoza, CEO da meutudo, os resultados mostram que qualidade de vida e segurança financeira são temas cada vez mais conectados na percepção dos trabalhadores.

“Os dados mostram que os profissionais buscam mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, mas sem abrir mão da estabilidade financeira. A renda continua sendo um fator essencial, ao mesmo tempo em que cresce a valorização de aspectos ligados ao bem-estar, à saúde mental e ao tempo de descanso”, afirma.

A pesquisa também revela que o interesse por temas relacionados ao mercado de trabalho e aos direitos dos trabalhadores segue em alta. Entre os participantes, 97% consideram importante discutir questões relacionadas à jornada de trabalho e às relações profissionais.

O levantamento mostra ainda que o acesso à informação sobre direitos trabalhistas acontece principalmente por meios digitais. Entre os entrevistados, 35% afirmam buscar esse tipo de conteúdo nas redes sociais, enquanto 21% dizem que vídeos são o formato que mais facilita a compreensão de regras e direitos relacionados ao trabalho.

Além disso, 76% afirmam conhecer pelo menos o básico sobre seus direitos e deveres trabalhistas, indicando um interesse crescente por informações que contribuam para uma relação mais consciente com o mercado de trabalho.

“Questões como saúde mental, organização financeira e equilíbrio entre vida pessoal e profissional passaram a ter um peso importante nas decisões relacionadas à carreira. Os dados mostram uma atenção cada vez maior dos trabalhadores à qualidade de vida, sem que isso diminua a relevância da segurança financeira”, conclui Feitoza.

Com informações meutudo e NR7 | Full Cycle Agency

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Diretora de conteúdo

Fonte: Izabella Miranda

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