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Caixa nega indenização de R$ 15 mil para clientes

Publicações patrocinadas que circulam nas redes sociais afirmam que usuários do aplicativo Caixa Tem teriam direito a receber até R$ 15 mil como compensação financeira por um suposto vazamento de dados. A informação, no entanto, foi desmentida pela Caixa Econômica Federal, que informou não existir qualquer programa de indenização vinculado ao aplicativo.

Os conteúdos começaram a ganhar alcance em plataformas digitais por meio de vídeos que alegam que pessoas com qualquer final de CPF poderiam solicitar valores por meio de um procedimento simplificado. As mensagens utilizam referências à Caixa, imagens atribuídas a veículos de imprensa e links externos para tentar conferir credibilidade à narrativa.

Segundo o banco, todas as comunicações oficiais são divulgadas exclusivamente por seus canais institucionais e não há pagamento, ressarcimento ou benefício relacionado aos fatos mencionados nas publicações.

As peças divulgadas nas redes apresentam pessoas narrando uma suposta decisão da Caixa de compensar usuários que teriam sido afetados por um incidente de segurança envolvendo o Caixa Tem.

Em determinado momento, os vídeos exibem comunicados atribuídos ao banco informando a existência de um programa indenizatório e orientando os usuários a acessarem um link para verificar valores disponíveis e solicitar transferência via Pix.

Análises realizadas pelo serviço de verificação Fato ou Fake identificaram fortes indícios de utilização de inteligência artificial para a criação dos áudios presentes nos materiais. Ferramentas especializadas apontaram elevada probabilidade de que as vozes tenham sido geradas artificialmente.

Em manifestação encaminhada à imprensa, a Caixa esclareceu que não há qualquer programa destinado ao pagamento de indenizações de até R$ 15 mil para usuários do Caixa Tem.

A instituição destacou que informações sobre benefícios, programas sociais, serviços bancários e eventuais comunicados de interesse público são divulgadas exclusivamente por seus canais oficiais.

Outro ponto destacado é que a lista de finais de CPF apresentada nos vídeos contempla todos os números possíveis, estratégia frequentemente utilizada em conteúdos enganosos para ampliar o alcance e aumentar a chance de que usuários acreditem estar entre os supostos beneficiários.

Diante da repercussão das publicações, o banco reforçou a importância de confirmar informações diretamente em fontes oficiais antes de fornecer dados pessoais ou acessar páginas desconhecidas.

As publicações analisadas direcionam os usuários para sites externos que prometem orientações sobre acesso a benefícios e compensações financeiras.

Ao acessar essas páginas, o visitante encontra ofertas de materiais digitais comercializados por valores que variam conforme a etapa da navegação. Em alguns casos, o preço inicialmente apresentado difere do valor exibido durante o processo de compra.

A prática chama atenção porque o conteúdo divulgado nos anúncios sugere a existência de um direito financeiro imediato, enquanto o destino final leva à comercialização de produtos informativos.

Especialistas em segurança digital alertam que situações semelhantes costumam utilizar temas de grande interesse público para gerar tráfego, captar dados ou incentivar pagamentos indevidos por informações que podem ser obtidas gratuitamente em canais oficiais.

A Caixa recomenda que clientes nunca informem senhas, códigos de autenticação ou dados bancários em páginas acessadas por links recebidos em mensagens, redes sociais ou aplicativos de conversa.

O banco também alerta que endereços eletrônicos suspeitos podem ser utilizados para instalar programas maliciosos capazes de monitorar atividades realizadas em computadores e celulares.

Entre as orientações de segurança divulgadas pela instituição estão a utilização de navegadores atualizados, manutenção de antivírus ativos e conferência da autenticidade dos sites antes de qualquer acesso.

A Caixa ainda ressalta que não envia mensagens SMS contendo links para atualização cadastral, liberação de benefícios ou recebimento de valores. Informações sobre segurança digital, prevenção a golpes e proteção de dados estão disponíveis em seus canais oficiais.

Procurada sobre a circulação dos anúncios, a Meta informou que atividades destinadas a enganar, fraudar ou explorar usuários não são permitidas em suas plataformas.

A empresa declarou que realiza monitoramento contínuo para identificar comportamentos suspeitos e recomenda que conteúdos potencialmente irregulares sejam denunciados pelos próprios usuários por meio das ferramentas disponíveis no Facebook, Instagram e demais aplicativos do grupo.

A orientação para usuários e profissionais que prestam suporte financeiro ou contábil é verificar a origem das informações antes de compartilhar conteúdos relacionados a benefícios, indenizações ou programas governamentais, especialmente quando envolvem promessas de pagamentos rápidos ou solicitações de dados pessoais.

Com informações do g1 Fato ou Fake

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Publicado por

Jornalista

Fonte: Lívia Macario

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