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PGFN assume dívida ativa do FGTS em junho

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a CAIXA Econômica Federal informaram que, a partir de 1º de junho de 2026, a gestão e a cobrança dos débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inscritos em dívida ativa passarão a ser feitas exclusivamente pela PGFN.

Atualmente, a administração desses débitos é compartilhada entre as duas instituições.

Segundo os órgãos, a mudança está alinhada ao convênio firmado entre PGFN e CAIXA em 2024 e busca padronizar procedimentos e concentrar os fluxos de gestão da dívida ativa em uma única instituição.

Com a migração, serviços relacionados aos débitos de FGTS inscritos em dívida ativa passarão a ser feitos exclusivamente pelo portal Regularize, mantido pela PGFN.

Entre os serviços estão:

A mudança vale para débitos que não possuam negociação ativa na CAIXA.

Após a migração, a individualização dos valores devidos também será realizada diretamente no Regularize.

A individualização corresponde ao detalhamento do valor devido a cada trabalhador.

Segundo a PGFN e a CAIXA, o procedimento será feito de forma rápida e online.

Os empregadores terão prazo máximo de 30 dias para realizar a individualização dos débitos.

Caso isso não seja feito, poderão ocorrer:

Apenas os débitos que já possuem negociação ativa, como parcelamentos e transações, continuarão sob gestão da CAIXA.

Nesses casos, a administração permanecerá com o banco até rescisão ou desistência da negociação.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi criado para proteger trabalhadores demitidos sem justa causa.

Os empregadores depositam mensalmente em contas vinculadas abertas na CAIXA o equivalente a 8% do salário de cada funcionário.

Os recursos podem ser utilizados em situações como:

Parte dos recursos do FGTS também é destinada a investimentos em habitação, saneamento básico e infraestrutura.

A dívida ativa do FGTS é formada por valores que deveriam ter sido depositados pelos empregadores, mas não foram pagos nem parcelados.

Quando isso ocorre, os débitos são inscritos em dívida ativa.

Nesse cenário, cabe à PGFN realizar:

Segundo os órgãos, os valores recuperados são destinados diretamente às contas do FGTS dos trabalhadores.

A recuperação de valores do FGTS inscritos em dívida ativa vem aumentando nos últimos anos.

Segundo os dados divulgados:

No mesmo período do ano anterior, haviam sido recuperados R$ 138 milhões.

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Publicado por

Editora chefe

Fonte: Juliana Moratto

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