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Indústria fraca desacelera alta de impostos

Dados das Contas Nacionais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a arrecadação de impostos sobre produtos cresceu abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. O desempenho está relacionado, principalmente, à retração da indústria de transformação, segmento com elevada carga tributária.

De acordo com o levantamento, os tributos incidentes sobre bens e serviços avançaram 1,7% no ano, enquanto o PIB registrou crescimento de 2,3%.

A indústria de transformação apresentou recuo de 0,2% em 2025, após ter expandido 3,9% no ano anterior. Por ser um dos setores mais onerados por impostos indiretos, o desempenho da atividade influencia diretamente o volume arrecadado.

Entre os principais tributos afetados estão:

Além da indústria, o segmento de eletricidade e gás também apresentou retração, contribuindo para o menor dinamismo da arrecadação estadual.

Em 2024, o movimento foi inverso. O PIB cresceu 3,4%, enquanto os impostos sobre produtos avançaram 5,7%. Naquele período, setores com maior carga tributária registraram expansão mais intensa, acompanhada de:

Já em 2025, houve desaceleração do consumo e queda do investimento, fatores que também influenciaram a base de incidência tributária.

Os impostos sobre produtos representam cerca de 40% da carga tributária nacional. Em 2025, somaram R$ 1,8 trilhão, o equivalente a 16,3% do PIB — percentual próximo da média observada desde 2010.

Esses tributos são arrecadados por União, estados e municípios e incluem, entre outros:

A partir de 2027, parte significativa desses tributos será substituída pelos novos modelos instituídos pela reforma tributária sobre o consumo.

Enquanto a indústria apresentou retração, a agropecuária cresceu 11,7% em 2025, após ter registrado queda de 3,7% no ano anterior. O setor respondeu por parcela relevante do resultado positivo do PIB.

No entanto, produtos agropecuários possuem, em geral, menor incidência de tributos indiretos, o que limita o impacto desse crescimento sobre a arrecadação de impostos sobre produtos.

Para profissionais da contabilidade, o cenário reforça a importância de acompanhar:

A combinação entre desempenho econômico setorial e estrutura tributária continua sendo fator determinante para o comportamento da arrecadação no país.

Com informações adaptadas da Folha de S. Paulo

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Publicado por

Jornalista

Fonte: Lívia Macario

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