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Golpe do falso desconto no IPVA já atinge 5 estados

Contribuintes de pelo menos cinco estados brasileiros estão sendo alvo de um novo golpe envolvendo o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A fraude, identificada pela empresa de segurança digital Kaspersky, usa páginas falsas que imitam sites oficiais de Detrans e Secretarias da Fazenda, prometendo falsos descontos para induzir o pagamento imediato via Pix.

De acordo com o levantamento, ao menos 13 sites fraudulentos foram detectados, atingindo vítimas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Em todos os casos, os golpistas utilizam domínios com endereços semelhantes aos de órgãos públicos para passar credibilidade.

O esquema começa com o envio de links falsos por email, SMS, redes sociais ou resultados patrocinados em buscadores, que direcionam os usuários para as páginas clonadas.

Ao acessar o site, o contribuinte é induzido a fornecer o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Em seguida, o sistema exibe dados reais do veículo — como modelo, ano e cor — para reforçar a sensação de autenticidade.

Na etapa final, é apresentada uma falsa opção de quitação do IPVA com desconto, geralmente com pagamento exclusivo via Pix por QR Code. O dinheiro, segundo a Kaspersky, é enviado para contas bancárias em nome de terceiros, operadas por laranjas. Os valores são redistribuídos rapidamente, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

“Os criminosos adaptam os sites conforme o estado da vítima, usando siglas e termos locais para parecerem oficiais e convencer o contribuinte de que o desconto é verdadeiro”, explica Fabio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina.

Especialistas em cibersegurança da Kaspersky listam uma série de recomendações para evitar cair nesse tipo de fraude:

A orientação da Kaspersky é clara: em caso de dúvida, acesse os canais oficiais do governo do estado ou do Detran diretamente — digitando o endereço no navegador ou utilizando aplicativos oficiais — antes de efetuar qualquer pagamento relacionado ao IPVA.

Com informações do Estado de S. Paulo

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Editora chefe

Fonte: Juliana Moratto

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