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Bom desempenho acima de tudo? Entenda quando um funcionário com boa performance pode custar mais do que vale

Ter um profissional que entrega resultados excepcionais costuma ser o sonho de qualquer empresa. Mas, em alguns casos, esse desempenho brilhante pode esconder um problema silencioso: o comportamento tóxico. Quando um colaborador altamente competente e muito competitivo mina a colaboração, o respeito e o clima da equipe, o prejuízo organizacional pode ser muito maior do que o benefício dos números.

Esse perfil combina alta performance técnica com baixo comprometimento comportamental. São profissionais orientados a resultados, mas que falham em pontos essenciais como empatia, ética, colaboração e conduta profissional.

Eles impulsionam o desempenho no curto prazo, porém comprometem a moral do time, a confiança interna e os valores da empresa.

Para evitar esse desequilíbrio, é fundamental que a liderança alinhe performance e comportamento, reforçando que resultados não justificam atitudes que ferem a cultura da organização.

Mesmo diante dos danos, muitas empresas resistem em demitir esses colaboradores. Três razões principais explicam essa dificuldade:

Ignorar a toxicidade de um funcionário prejudica toda a estrutura interna. Entre os danos mais frequentes estão:

Quando a organização tolera esse tipo de comportamento, manda uma mensagem clara — e perigosa: vale tudo para entregar números. Isso gera um efeito dominó de desmotivação, aumento de conflitos e perda de talentos valiosos.

Nem sempre a demissão é o primeiro passo. Existem intervenções construtivas que podem reverter comportamentos prejudiciais:

Ainda assim, quando as tentativas não funcionam, manter o funcionário pode custar muito mais caro — financeira e emocionalmente — do que deixá-lo ir.

Manter um colaborador apenas pelos resultados que entrega pode parecer uma decisão estratégica, mas essa escolha pode esconder um risco silencioso. Quando a performance vem acompanhada de comportamentos tóxicos — como falta de colaboração, desrespeito, atritos constantes ou impacto negativo no clima da equipe — o custo organizacional pode ser muito maior do que o benefício dos números. Alta performance não compensa a perda de engajamento, a queda da confiança interna e o desgaste da cultura. Por isso, empresas precisam avaliar o profissional como um todo: não apenas pelo que entrega, mas também por como entrega.

Cada vez mais líderes se perguntam se é estratégico manter alguém que entrega resultados excepcionais, mas que desrespeita colegas, provoca conflitos e abala a confiança interna. Em muitos casos, a resposta é não.

A cultura de uma empresa é construída diariamente. E tolerar atitudes tóxicas, mesmo vindas de talentos brilhantes, pode comprometer o futuro de toda a equipe.

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Publicado por

Diretora de conteúdo

Fonte: Izabella Miranda

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