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Tendência ”job hugging” cresce nos EUA e traz alerta para gestão contábil

A instabilidade econômica tem levado muitos trabalhadores norte-americanos a permanecer em seus empregos por mais tempo, mesmo diante de oportunidades de crescimento. O movimento, apelidado de “job hugging” (que em tradução livre seria algo como abrançando/segurando emprego), marca uma virada em relação ao antigo padrão de “job hopping”, quando as trocas constantes de emprego eram a regra para buscar melhores salários ou novos desafios.

De acordo com o Monster 2025 Job Hugging Report, 75% dos profissionais pretendem se manter onde estão até 2027, e 48% dizem que a principal razão é o medo do cenário econômico. A pesquisa ouviu 1.004 trabalhadores em outubro de 2025.

O aumento dessa prática é perceptível: 59% notaram mais “apego ao emprego” no último ano, e 63% acreditam que o comportamento deve crescer em 2026. Os fatores de maior peso são remuneração (27%) e segurança no trabalho (26%). O recorte geracional também se destaca: 55% veem maior adesão entre profissionais mais velhos (Geração X e Baby Boomers).

Mesmo sem trocar de emprego, os trabalhadores continuam atentos ao mercado. Muitos preferem avaliar oportunidades com mais cautela, mantendo estabilidade financeira enquanto desenvolvem novas habilidades internamente ou em projetos paralelos — movimento classificado como “permanência estratégica”.

Para o CEO da Alymente, Andre Purri, o fenômeno não representa falta de ambição:

“Diante de um mercado instável, muitos profissionais buscam previsibilidade e segurança. Para alguns, essa permanência funciona como uma rede de proteção emocional.”

A permanência prolongada traz efeitos positivos — como estabilidade, acúmulo de conhecimento e menor turnover para as empresas — mas também tem limitações.

Segundo o estudo:

Apesar disso, o movimento é bem-visto culturalmente: 49% consideram o job hugging positivo e apenas 7% avaliam o comportamento como negativo.

O job hugging se consolida como resposta direta à incerteza econômica global. Para especialistas, permanecer pode ser uma escolha estratégica — desde que acompanhada de formação contínua, atualização de competências e construção de alternativas profissionais dentro ou fora da empresa.

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O comportamento observado nos EUA traz reflexões importantes para o mercado brasileiro, especialmente para contadores, gestores financeiros e líderes de equipes. Em cenários de instabilidade, cresce a tendência de retenção — voluntária ou estratégica, o que exige maior atenção das empresas à saúde organizacional e aos planos de carreira.

Para escritórios contábeis e setores financeiros, o fenômeno acende um alerta: equipes que permanecem por longos períodos podem garantir estabilidade operacional, mas também podem acumular demandas sem renovação de competências. Isso reforça a necessidade de atualização constante, treinamento e revisão de processos, especialmente em áreas afetadas por mudanças frequentes, como SPED, eSocial, obrigações acessórias e novas legislações.

Além disso, o “apego ao emprego” pode afetar diretamente a rotatividade e os custos de contratação, reduzindo gastos com turnover, mas exigindo mais investimento em retenção qualificada. Para líderes da área contábil, compreender esse comportamento ajuda a ajustar estratégias de gestão de pessoas, alinhando segurança, motivação e desenvolvimento técnico — fatores essenciais em um setor pressionado por prazos, obrigações e digitalização contínua.

Com informações adaptadas Jangada Consultoria de Comunicação

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Publicado por

Jornalista

Fonte: Lívia Macario

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