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Classe média segue penalizada com nova isenção do IR, diz Unafisco

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Nacional) afirmou nesta quinta-feira (6) que, embora a aprovação do novo projeto de reforma do Imposto de Renda (IR) represente um avanço importante, a classe média continua sendo penalizada pela falta de atualização completa da tabela do tributo.

O texto aprovado pelo Congresso Nacional amplia a isenção do IR para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil e estabelece descontos graduais até a faixa de R$ 7.350. De acordo com as estimativas, até 25 milhões de brasileiros podem ser beneficiados a partir de 2026.

Apesar disso, a Unafisco alerta que a tabela permanece congelada para rendas acima de R$ 7.350, o que, segundo a entidade, mantém um nível elevado de injustiça fiscal para profissionais que ocupam cargos técnicos, gerenciais ou com remuneração pouco acima da média.

“A falta de correção integral da tabela mantém a tributação injusta para quem ganha mais de R$ 7.350. Esses contribuintes seguem pagando mais imposto do que deveriam, por conta de uma tabela defasada há quase 30 anos”, afirmou o presidente da Unafisco Nacional, Mauro Silva.

Segundo a associação, o projeto aprovado é um avanço social e econômico, pois reduz a carga sobre as famílias de baixa renda e deve injetar mais recursos no consumo interno. Ainda assim, os auditores consideram que a medida corrige apenas parcialmente as distorções históricas do sistema tributário brasileiro.

Silva destacou que a Unafisco continuará defendendo uma atualização integral da tabela do IRPF, de forma progressiva e permanente, para garantir justiça fiscal e valorização do trabalho assalariado.

“Não é porque houve um avanço que o Congresso corrigiu a injustiça. Essa vitória só veio com articulação e pressão da sociedade civil. Agora é preciso avançar nas próximas etapas da reforma, garantindo equidade e progressividade”, declarou o presidente da entidade.

Com a nova tabela:

O texto também cria um Imposto Mínimo de 10% sobre rendimentos tributáveis a partir de R$ 1,2 milhão por ano, que será implementado a partir de 2026. A medida terá cobrança escalonada para rendas superiores a R$ 600 mil anuais, incluindo dividendos e remessas ao exterior — afetando cerca de 140 mil pessoas, segundo estimativas da Receita Federal.

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Diretora de conteúdo

Fonte: Izabella Miranda

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